As Novas Diretrizes e a Importância do Planejamento Urbano para o Desenvolvimento de Cidades Sustentáveis

Sarah Corrêa Bento, Diego de Melo Conti, Rodrigo Martins Baptista, Carlos Nabil Ghobril

Resumo


As cidades são protagonistas no processo de desenvolvimento global. Atualmente mais de 54% da população mundial reside em cidades e com previsão de alcançar a marca de 60% em 2030. Assim, as cidades têm ocupado um papel crucial na agenda global de desenvolvimento sustentável. A ideia de sustentabilidade urbana vem se disseminando através de importantes estudos e protocolos internacionais, no intuito das cidades superarem desafios de ordem social, econômica e ambiental para gerar qualidade de vida aos seus cidadãos e contribuir com a capacidade de desenvolvimento das gerações futuras. Este trabalho investigou a importância e as novas diretrizes do planejamento urbano como ferramenta para a estruturação de cidades sustentáveis. Foi realizada uma pesquisa qualitativa através de entrevistas em profundidade com especialistas de diferentes áreas de conhecimento no tema de cidades, trazendo como principal resultado uma visão sistêmica sobre o papel do planejamento urbano no desenvolvimento de cidades sustentáveis. Além disso, visando um desenvolvimento urbano equilibrado, este estudo aponta a necessidade de um novo ordenamento e coesão dos diferentes elementos que compõem uma cidade e propõe caminhos para uma nova governança urbana colaborativa, contribuindo assim para o desenvolvimento científico da área de planejamento urbano e regional.

Palavras-chave


Urbanismo, Sustentabilidade, Desenvolvimento Sustentável, Planejamento Urbano.

Referências


Andrade, Francisco Alcicley Vasconcelos.(2013). In: Sustentabilidade urbana e impactos socioambientais: uma abordagem acerca da ocupação humana desordenada no espaço urbano. Recuperado em 20 março, 2015, de http://www.eumed.net/rev/cccss/24/sustentabilidade-urbana.html. 2013.

Baiocchi, G, Heller, P, & Silva, M. K. (2011). Boot-strapping democracy: transforming local governance and civil society in Brazil. Stanford, CT: Stanford University Press.

Banco Mundial (1992). Governance and Development. Washington: World Bank.

Boamah, Nicholas Addai, Gyimah, Charles, & Nelson, John Kwabena Bediako (2012). Challenges to the enforcement of development controls in the Wa municipality. Journal of housingand the built environment, Ghana, 36(1), 136-142.

Brasil (2001). Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 : Estatuto da Cidade. Recuperado em 15 março, 2015, de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm.

Bugs, Geisa, Granell, Carlos, Fonts, Oscar, Huerta, Joaquín, & Painho, Marco (2010). An assessment of Public Participation GIS and Web 2.0 technologies in urban planning practice in Canela, Brazil. Cities, 27(3), 172 – 181.

Caldeira, Teresa, & Holston, James (2015). Participatory urban planning in Brazil. Urban Studies, 52 (11), 2001-2011.

Childers, Daniel L., Pickett, Steward T.A., Grove, J. Morgan, Ogden, Laura, & Whitmer, Alison (2014). Advancing urban sustainability theory and action: Challenges and opportunities. Landscape and Urban Planning, 125, 320-328.

CMMAD - Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1988). Nosso futuro Comum. 2ª ed. Tradução de Our common future. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas.

Cobbinah, Patrick Brandful, & Korah, Prosper Issahaku (2016). Religion gnaws urban planning: the geografy of places of worship in Kumasi, Ghana. International Journal of urban sustainable development, 8(2), 93-109.

Creswell, John W. (2007). Projeto de pesquisa: método qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Artmed.

Deak, Csaba (1999). O processo de urbanização no Brasil: falas e façanhas. São Paulo: Edusp.

Dahl, A. L. (2014). Agenda 21. In: Freedman B. (eds), Global Environmental Change. Handbook of Global Environmental Pollution, v. 1. Springer: Dordrecht.

Ferreira, M. L., de Souza, L. C., Conti, D. M., Quaresma, C. C., Reis Tavares, A., Gonçalves da Silva, K., & de Camargo, P. B. (2018). Soil Biodiversity in Urban Forests as a Consequence of Litterfall Management: Implications for São Paulo’s Ecosystem Services. Sustainability, 10(3), 684.

Ferreira, Mauro (2013). Sustentabilidade e planejamento urbano e regional. Ciência e Praxis, 6(11), 7-12.

Fitzgerald, Brian G., O’Dohertt, Travis, Moles, Richard, & O’Regan, Bernadette (2012). A quantitative method for the evaluation of policies to enhance urban sustainability. Ecological Indicators, 18, 371-378.

Glaeser, Edward (2011). Triumph of the City: How Our Greatest Invention Makes Us Richer, Smarter, Greener, Healthier, and Happier. New York: Penguin.

Glaeser, Edward (2012). The Urban Imperative: Toward shared prosperity. Washington: World Bank Publications.

Global Footprint Network. (2015). Recuperado em 10 setembro, 2015, de http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN.

Hancock, K. E. (1993). Can pay? Won´t pay? Or Economic principles of ‘afforfdability’. Urban Studies, 30(1), 127-145.

Healey, P. (1998). Building institutional capacity through collaborative approaches to urban planning. Environment and Planning A, 30(9), 1531-1546.

Howe, K., & Eisenhart, M. (1990). Standards for Qualitative (and Quantitative) Research: A Prolegomenon. Educational Researcher, Toronto, 19(2), 2-9.

Kennedy, C. A., Cuddihy, J, & Engel, Yan J. (2007). The changing metabolism of cities. Journal of industrial ecology, 11, 43-59.

Kennedy, C. A., Pincetl, S., & Bunje, P. (2011). The study of urban metabolism and its applications to urban planning and design. Environmental Pollution, 159(8), 1965-1975.

Kobayashi, Andrea Regina Kaneko, Kniess, Claudia Terezinha, Serra, Fernando Antonio Ribeiro, Ferraz, Renato Ribeiro Nogueira, & Ruiz, Mauro Silva (2017). Smart Sustainable cities: bibliometric study and patent information. International Journal of Innovation, 1(5), 77-96.

Maricato, Ermínia (2000). Urbanismo na periferia do mundo globalizado: metrópoles brasileiras. São Paulo em perspectiva, 14(4), 21-33.

Maricato, Ermínia (2015). Para entender a crise urbana. CaderNAU- Caderno do Núcleo de análises urbanas –FURG – Universidade Federal do Rio Grande, 8(1), 11-22.

Okpala, Don (2009). Regional overview of the status of urban planning and planning practice in Anglophone (Sub-Saharan) african countries: Regional study for revisiting urban planning. Global report on human settlement. Nairobi. Available from http://www.unhabitat.org/grhs/2009

ONU (2015). O futuro que queremos. Recuperado em 10 outubeo, 2015, de http://www.onu.org.br/rio20/img/2012/01/OFuturoqueQueremos_rascunho_zero.pdf.

ONU (2014). Department of Economic and Social Affairs, Population Division World Urban Prospects: The 2014 Revision, Highlights, United Nations, 2014.

Rogers, Richard (1997). Cities for a small planet. London: Faber and Faber.

Ronconi, L. (2011). Governança pública: um desafio à democracia. Revista Emancipação. Ponta Grossa, 11(1), 21-34.

Sachs, Ignacy (2002). Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro, Garamond.

Scott, A. J., & Roweis, S. T. (1977). Urban Planning in Theory and Practice: A Reappraisal. Environment and Planning A, 9(10), 1097-1111.

Shmelev, S.E., & Shemeleva, I. A. (2009). Sustainable cities: problems of integrated interdisciplinary research. Int. J Sustainable Development, 12(1), 4-23.

Sitarz, D. (1993). Agenda 21: The Earth summit strategy to save our planet. Boulder, CO (United States): EarthPress.

Smith, Riley, & Wiek, Arnim (2012). Achievements and opportunities in initiating governance for urban sustainability. Environment and Planning C: Government and Policy, 30, 429-447.

Stigt, Rien van, Driessen, Peter P. J., & Spit, Tejo J. M. (2013). A window on urban sustainability Integration of environmental interest in urban planning through 'decion windows'. Environmental Impact Assessment Review, 42, 18-24.

Tibaijuka, Anna K. (2006). On the occasion of the public debate on Urban Policies and the Right to the City, UNESCO UNHABITAT, 12(3), 2.

Wachhaus, A. (2014). Governance beyond government. Administration & Society, 46(5), 573-593.

Watson, J., Shields, K., & Langer, H. (2009). European Green City Index, Assessing the environmental impact of Europe’s major cities. Munich: Siemens.

Wolsink, Maarten (2016). ‘Sustainable City’ requires ‘recognition’— The example of environmental education under pressure from the compact city. Land Use Policy, 52, 174-180.

Yeboah, Eric, & Shaw, David P. (2013). Customary land tenure practices in ghana: examining the relationship with land-use planning delivery. InternatIonal Development plannIng review, 35(1), 21-39.

YIN, R. K. (2005). Estudo de caso: planejamento e métodos. 3 ed. Porto Alegre: Bookman.


Texto completo: PDF



Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .

Rev. Gest. Ambient. Sustentabilidade, São Paulo, SP, Brasil. e-ISSN: 2316-9834

Rua Vergueiro, 235/249 - Liberdade, São Paulo - SP (Brasil), Cep: 01504-000