Silvicultura: Cenários Prospectivos para Geração de Energia Elétrica

Henrique Dias Blois, Edevaldo Paris, Maitê Peres Carvalho, Bruno Blois Nunes

Resumo


A silvicultura gera em todos os seus segmentos de produção uma grande quantidade de resíduos que constituem uma fonte energética em potencial e uma oportunidade de geração de energia elétrica a partir do aproveitamento desse material. Para tanto, este estudo constitui-se na construção de cenários futuros para o setor de geração de energia elétrica a partir de fontes alternativas e renováveis na região do Vale do Taquari e Alto da Serra do Botucaraí, centro-norte do estado do Rio Grande do Sul, buscando a aplicação de resíduos e subprodutos provenientes da silvicultura presente de forma intensiva e tendencial nas atividades econômicas da região. Através de cenários prospectivos, observar-se-á quais são os eventos impactantes na viabilidade de um projeto ambiental que visa o aproveitamento dos resíduos da silvicultura para a geração de energia elétrica na região. Dessa forma, foi utilizado o método descrito por Grumbach (2000), uma metodologia que prospecta cenários a partir da participação de peritos, que colaboraram analisando e propondo eventos que impactam como pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças e suas inter-relações. Também foi evidenciado o grau de influência e dependência entre os eventos, o que gerou a matriz de impactos cruzados. Ademais, foram construídos e analisados possíveis cenários futuros, demonstrando que a região estudada possui eventos potenciais que poderão servir como alternativas para o setor. Contudo, não foi identificado nenhum cenário ideal para os próximos cinco anos, fato que se deve à grande quantidade de eventos desfavoráveis, seis entre os dez eventos definitivos.

Palavras-chave


Energia elétrica; Fontes Alternativas; Silvicultura; Resíduos; Cenários

Referências


Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). (2008). Atlas de Energia Elétrica do Brasil. (3a ed.). Brasília: Autor.

Bethlem, A. (2002). Estratégia empresarial: conceitos, processo e administração estratégica. (4a ed.). São Paulo: Atlas.

Beyond Petroleum – BP Global. Energia e recursos naturais. Recuperado em 11 de setembro de 2015, de www.bp.com.

Brito, J. O. (2011, abril). Situação e desafios do uso da madeira para energia no Brasil. Palestra ministrada no Encontro Brasileiro de Silvicultura, Campinas, SP, Brasil, 2.

Buarque, S. C. (2003). Metodologia e técnicas de construção de cenários globais e regionais. Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Bussab, W. O., & Morettin, P. A. (2002) Estatística Básica. (5a ed.). São Paulo: Saraiva.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. (2015). Fontes. Recuperado em 12 de setembro de 2015, de http://www.ccee.org.br/portal/faces/pages_publico/onde-atuamos/fontes.

Camargo, O. (2005). Uma contribuição metodológica para planejamento estratégico de corredores de transporte de carga usando cenários prospectivos. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/102940/223458.pdf?sequence=1&isAllowed=y.

Campanhola, C. (2003). A Pesquisa Florestal Brasileira. Jornal Ambiente Brasil – Florestal. Recuperado em 11 de agosto de 2015, de http://ambientes.ambientebrasil.com.br/florestal/artigos/a_pesquisa_florestal_brasileira.html?query=a+pesquisa+florestal.

Coates, J. F. Scenario planning. (2000). Technological Forecasting and Social Change, 65(1), 115-123.

Costa, R. C. da, & Prates, C. P. T. (2005). O papel das fontes renováveis de energia no desenvolvimento do setor energético e barreiras à sua penetração no mercado. BNDES Setorial, 21, 05-30.

Diehl, A. A., & Tatim, D. C. (2004). Pesquisa em ciências sociais aplicadas: métodos e técnicas. São Paulo: Prentice Hall.

Gambiagi, F., Villela, A., Castro, L. B. de, & Hermann, J. (2005). Economia brasileira e contemporânea. Rio de Janeiro: Campus.

Godet, M. (1993). Manual de prospectiva estratégica: da antecipação à acção. Lisboa: Dom Quixote.

Gomes, J. I., & Sampaio, S. S. (2004). Aproveitamento de resíduos de madeira de três empresas madeireiras do Pará. Embrapa Belém-PA – Comunicado Técnico 102. Recuperado em 29 de agosto de 2015 de, https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/395422/1/com.tec.102.pdf.

Grauer, A., & Kawano, M. (2001). Vantagens da Biomassa na Produção de Energia. Jornal Ambiente Brasil – Energia. Recuperado em 11 de agosto de 2015, de http://ambientes.ambientebrasil.com.br/energia/biomassa/vantagens_da_biomassa_na_producao_de_energia.html.

Grumbach, R. J. (2000). Prospectiva: a chave para o planejamento estratégico. (2a ed.). Rio de Janeiro: Catau.

Karchesy, J., & Kock, P. (1979). Energy production from hardwoods growing in southern pine sites. New Orleans: U.S. Forest Service, Southern Forest Experiment Station. Recuperado em 5 de outubro de 2015, de http://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=umn.31951d02988006k;view=1up;seq=1.

Malheiro, S. (2011). Biomassa florestal: oportunidade e valor. Revista da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiental – ANEFA, 13, 04-09.

Marcial, E. C., & Grumbach, R. J. S. (2008). Cenários Prospectivos: como construir um futuro melhor. (5a ed.). Rio de Janeiro: FGV.

Ministério de Minas e Energia. (2007). Plano nacional de energia elétrica 2030. Recuperado em 09 de agosto de 2015, de http://www.mme.gov.br/documents/10584/1139260/Plano+Nacional+de+Energia+2030+%28PDF%29/ba957ba9-2439-4b28-ade5-60cf94612092?version=1.1.

Ministério de Minas e Energia. (2015). Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2015. Recuperado em 14 de outubro de 2015, de http://www.epe.gov.br/AnuarioEstatisticodeEnergiaEletrica/Forms/Anurio.aspx.

Moretti, C. S. (2000). Cenários em segurança: visão prospectiva. São Paulo: Universidade Corporativa de Risco Empresarial (URE)/Brasiliano & Associados.

Porter, M. (1989). Vantagem competitiva: criando e sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro: Campus.

Pardo, N., & Moya, J. A. (2013). Prospective scenarios on energy efficiency and CO2 emissions in the European Iron & Steel industry. Energy, 54, 113-128.

Pulito, A. P., & Arthur, J. C., Jr. (2009). Manejo de resíduos florestais. Revista Opiniões, 14.

Reis, L. B. dos. (2011). Matrizes energéticas: conceitos e usos em gestão e planejamento (Série Sustentabilidade). Barueri, SP: Manole.

Reis, L. B. dos, & Santos, E. C. (2006). Energia elétrica e sustentabilidade: aspectos tecnológicos, socioambientais e legais. Barueri, SP: Manole.

Ribeiro, M. P. M. (2006). Planejando por cenários: uma ferramenta para a era do conhecimento. Revista InterSaberes, 1( 1), 186-202.

Santos, M. A. dos. (Org.) (2013). Fontes de energia nova e renovável. Rio de Janeiro: LTC.

Schnaars, S. P., & Topol, M. T. (1987). The use of multiple scenarios in sales forecasting: an empirical test. International Journal of Forecasting, 3(3-4), 405-419.

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. (2014). O que são florestas energéticas. Recuperado em 08 de outubro de 2015, de http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/O-que-são-florestas-energéticas.

Tolmasquim, M. T., Guerreiro, A., & Gorini, R. (2007). Matriz energética brasileira: uma prospectiva. Novos estudos, 79, 47-69.

Udaeta, M. E. M. (1997). Planejamento Integrado de Recursos Energéticos – PIR – para o Setor Elétrico. Tese de Doutorado, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.


Texto completo: PDF



Rev. Gest. Ambient. Sustentabilidade, São Paulo, SP, Brasil. e-ISSN: 2316-9834

Rua Vergueiro, 235/249 - Liberdade, São Paulo - SP (Brasil), Cep: 01504-000

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional